Agentes de IA: 40% das empresas brasileiras já investem. O que isso muda na TI

IA e Automação de Processos

Agentes de IA: 40% das empresas brasileiras já investem. O que isso muda na TI

Os agentes saíram da fase de teste e entraram no planejamento das empresas. Veja onde eles geram resultado e como começar sem tropeçar.

Equipe OLiMACH26 set 20266 min de leitura

Resumo rápido

  • 40% das empresas brasileiras já investem em agentes de IA.
  • 33% planejam iniciar projetos nos próximos 12 meses.
  • Para 53% dos executivos, agentes de IA e IA generativa são prioridade estratégica em 2026.
  • Os maiores obstáculos são qualidade de dados, sistemas legados, governança e falta de especialistas.

O estudo Mercado Brasileiro de Software: Panorama e Tendências 2026, publicado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) com dados da IDC em junho de 2026, confirmou o que já se via nas conversas com áreas de TI: os agentes de IA viraram pauta de orçamento.

Segundo o levantamento, 40% das empresas brasileiras já investem nesse tipo de solução e outras 33% pretendem começar em até um ano. Mais da metade dos executivos (53%) colocou agentes de IA e IA generativa entre as prioridades estratégicas de 2026, à frente de segurança da informação (41%).

Afinal, o que é um agente de IA?

Um agente de IA é um software que usa um modelo de linguagem para entender uma tarefa, decidir os próximos passos e executar ações em outros sistemas. Diferente de um chatbot, que só responde, o agente age: lê um e-mail, consulta o ERP, preenche um cadastro, abre um chamado e registra o que fez.

Também é diferente do RPA tradicional, que repete cliques em telas e costuma quebrar quando o layout muda. O agente lida com variações de texto e contexto e, sempre que possível, conversa com os sistemas por API.

Onde os agentes já dão resultado

  • Triagem de chamados e e-mails: classificar, responder casos simples e encaminhar o restante para a pessoa certa.
  • Leitura de documentos: extrair dados de notas fiscais, pedidos e contratos e lançar no sistema com validação.
  • Conciliações e cadastros: cruzar informações entre planilhas, ERP e bancos.
  • Relatórios recorrentes: consolidar dados de várias fontes e enviar no formato e horário certos.
  • Assistentes internos: responder dúvidas do time com base nos procedimentos da empresa.

Os tropeços mais comuns (e como evitar)

Os mesmos obstáculos apontados pela pesquisa aparecem na prática:

  1. Dados bagunçados. Um agente é tão bom quanto as informações que consulta. Comece por um processo cujos dados você já confia.
  2. Sistemas legados sem integração. Mapeie cedo quais sistemas têm API e quais vão precisar de uma ponte.
  3. Falta de governança. Defina permissões mínimas, registre cada ação do agente e exija aprovação humana nas etapas críticas.
  4. Querer automatizar tudo de uma vez. Uma prova de conceito em um recorte do processo mostra o ganho real antes de ampliar.
O melhor primeiro projeto é um processo repetitivo, com volume, regras claras e alguém do time que hoje perde horas nele.

E na indústria?

Os agentes também chegam ao chão de fábrica pelo lado da gestão: consolidar dados de produção do supervisório, abrir ordens de manutenção a partir de alarmes ou montar o relatório diário de paradas. Quando o dado da máquina já está organizado, o agente consegue levar a informação até o ERP e a quem decide.

Qual processo da sua empresa deveria rodar sozinho?

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